sábado, 12 de janeiro de 2008

Happy hour, espumante e a conta!

Ser bebedor de espumante é maravilhoso, mas pode causar certa dor de cabeça - não por conta de ressaca, o que seria facilmente solucionado com o velho e bom Engov - quando se pratica esse hobby em público (público que não conhece a bebida, mais especificamente).

Certa vez, num happy hour com colegas de trabalho (e seus/suas respectivos/respectivas acompanhantes), sentamos no bar José Menino, na Vila Madalena, e começamos a fazer os pedidos. Estávamos em umas 20 pessoas, e cada um pediu um chopinho, um uisquinho, e por aí vai.

Eu, como sempre, pedi um espumante, e esse era um prosecco italiano - muito bom, por sinal. Não custava mais do que R$ 50 ou R$ 60 na época. A garrafa chegou, e todos olharam com aquela cara de "xiii, esse não veio para brincar..."

Aí, um pede uma tacinha daqui, outro propõe um brinde geral dali, e as garrafas de prosecco começam a ir como água - sabe aquela colega tímida que não bebe nada, mas sempre aceita "uma tacinha" de "champanhe"? E eu, é claro, sempre sendo o responsável por pedir a bebida e servir os animados colegas. Note-se que, em 20 pessoas, cada brinde significava uma garrafa finalizada em 2 minutos, quando eu me demorava no serviço da bebida...

Resumo da história. Se eu bebi meia garrafa a noite toda, foi muito. Mas foram pedidas 4 delas, compartilhadas por colegas que "só beberam um pouquinho". Adivinhem o que aconteceu??? A conta chegou, e logo me olharam com aquele olhar fulminante, de quem diz: "Paulo, que absurdo, você é folgado, hein!?"

Pois é, um dos colegas "bebuns" resolveu expressar o sentimento do grupo e, com a conta na mão e em tom inônico, mandou na lata: "Também, o Paulo só bebeu 'champanhe' a noite inteira!"

Bom, meus caros. Não sou de deixar barato... Ainda mais depois de beber umas e outras. Peguei a conta, comecei a analisá-la e encontrei nela mais de 20 doses de uísque, além de 3 pratos à base de camarão e lula, cada um a R$ 40 - o tonto aqui só comeu porçãozinha a noite toda.

Agora, a moral da história: se você está em uma roda de colegas, conhecidos ou até mesmo amigos e a conta será rateada por igual, prepare-se ao pedir espumante. Todo o ritual que acompanha a bebida impressiona as pessoas. O glamour do espumante, com o balde, o estouro da rolha (se o garçom é de bar, isso vai acontecer, pois ele acha que tem que chamar a atenção...) e as bolhinhas na taça remetem a luxo, e isso fará com que todos te olhem feio quando a conta chegar - ou mesmo antes disso.

Bom, eu passo por isso sempre, pois em cinco de cada dez happy hours de que participo peço espumante. Mas não estou nem aí, já que quatro doses de uísque (bom) geralmente custam o mesmo que uma garrafa de um espumante nacional. A menos que na mesa haja uma desproporção evidente entre o que eu consumo e o que os outros pedem (situação em que tomo a iniciativa de propor o rateio proporcional), a conta é rateada por igual, e eu não dou nem bola para cara feia!

2 comentários:

João Filipe Clemente disse...

Villa Francioni Chardonnay ainda tem no Empório Frei Caneca. Só para o caso de vc não ver minha resposta no Saul.
Abraço

Renan disse...

Cara... conta dividida em Happy Hour com mais de 4 pessoas sempre dá essa zica... as vezes costumo pedir uma garrafa de vinho em happy hour ou balada, pois acho mto economico, mas, aí, todo mundo bebendo vai mais de uma gaarrafa e a casa cai mesmo...