sábado, 31 de julho de 2010

No Rosmarino, o que vale é comer e beber bem

Se por um lado há lugares que tratam o cliente que leva o próprio vinho com desdém, como comentado no post anterior, por outro há os que se garantem na cozinha e tratam o vinho como um acompanhamento da refeição. Nada contra faturarem vendendo vinho, sobremesa congelada e café. E nada contra a cobrança da taxa de rolha, pois sempre pago e acho justo pelo serviço e utensílios oferecidos. Mas acredito que quem vê no vinho a principal fonte de renda da casa deveria abrir um empório, e não um restaurante.


Um exemplo de restaurante competente na cozinha e que se garante atraindo e mantendo uma clientela fiel pela excelente comida é o Rosmarino, em Pinheiros. Vou praticamente toda semana nesse ótimo italiano, sempre como muito bem e a maior parte das vezes levo meu vinho - geralmente garrafas com algum tempo de adega. Aliás, a principal razão de eu levar vinhos da minha adega é não encontrar cartas com opções de garrafas com mais de 5 ou 6 anos. Geralmente se encontram vinhos bons, até a preços justos - como no Rosmarino -, mas ainda muito jovens. Por isso acabo quase sempre optando por levar meus vinhos. Ou bebendo um branquinho, da carta da casa, como o bom neozelandês Paliser, que bebi no último domingo no próprio Rosmarino.

Para quem quer comer muito bem, sem frescura e sem cara feia, recomendo ligar ao Rosmarino, falar com a Stela, a Ângela ou o Carlos e fazer reserva. É certeza de boa gastronomia, em um ambiente muito agradável, com tratamento à altura e sem assalto a mão armada quando a conta chega. Aliás, sempre agendo as degustações das minhas confrarias nesse restaurante, pois o serviço do vinho - mesmo para os que não são do restaurante - é excelente. E, mesmo quando não cobram taxa de rolha, sempre faço questão de pagar R$ 20 ou R$ 30 em retribuição pelo ótimo atendimento.

Mais informações: http://www.rosmarino.com.br/

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