domingo, 27 de junho de 2010

Boa compra: Quinta da Bacalhôa

Há uma infinidade de vinhos à venda em lojas e importadoras, oferecidos diariamente a nós por e-mails e telefonemas - alguns até inconvenientes, pois nos pegam em reuniões e no trânsito. Também vemos "indicações" em blogs, que acabam nos confundindo, pois não sabemos se são dicas do autor ou somente reprodução de anúncios - às vezes até com interesse comercial - propaganda pura.

Entendo que vinho é algo extremamente ligado a gosto pessoal, apesar de haver parâmetros razoáveis para mensurar qualidade. No entanto, como a coisa que mais me perguntam é qual vinho indico para isso ou para aquilo, vou começar a registrar coisas que compro e gosto aqui no meu blog. Não tenho a pretensão de julgar vinhos, por isso não publicarei o que eu beber e não gostar. O objetivo é indicar boas compras, de vinhos que, na minha opinião, possam ser úteis para outras pessoas - procurarei sempre indicar essas utilidades, por exemplo, sugerindo compatiblizações com comidas ou ocasiões.

Para inaugurar essa séria, deixo aqui a indicação de dois vinhos da Quinta da Bacalhôa: um tinto, à base de cabernet sauvignon, e outro branco, o Cova da Ursa. Comecei a me interessar por esses vinhos por conta do "fanatismo" do amigo Esper, um profundo conhecedor e admirador dos vinhos da terra dos nossos irmãos portugueses. Aliás, não apenas entendedor desses vinhos, mas de muitos outros, o que aumentou ainda mais a minha curiosidade pela Quinta da Bacalhôa.

Não gastarei tempo escrevendo o que se pode encontrar facilmente no Google - por exemplo, quem é a Quinta da Bacalhôa, informação também disponível no seu site: http://www.bacalhoa.com/. Digo apenas que é um produtor bastante relevante e que produz boa variedade e qualidade de vinhos em Portugal. O importador é a Portuscale. Mas essa informação é um pouco irrelevante, pois eles são meio chatos para a venda direta ao consumidor. A boa notícia é que são vinhos fáceis de serem encontrados em restaurantes, empórios e supermercados.

O Cova da Ursa é uma gratíssima surpresa, pois é um vinho que une o que há de bom no Velho Mundo - a boa fruta e elegância - com o que o Novo Mundo agregou de melhor - estrutura e maciez do tratamento no carvalho. Realmente fantástico pelo que custa. Já o Quinta da Bacalhôa tinto é um exemplar do que há de melhor com a cabernet sauvignon fora da França - boa fruta, estrutura, taninos doces e um corpo fora da curva para esse padrão de vinhos. Encontram-se nos supermercados as safras 2004 (se tiver sorte), 2006 e 2007. Considerando que o branco sai a R$ 60 e o tinto, a R$ 80 (safra 2007), poucas ofertas podem ser mais interessantes. O branco vai bem com frango e peixes com sabor mais fortes; já o tinto é perfeito com carnes de boi e molhos à base de carne, como um belo ragú de patinho.

Os preços acima foram encontrados na Casa Santa Luzia, em uma promoção que não deverá durar muito. Quem gostar do estilo mais despojado desses vinhos e tiver a chance de comprar, certamente fará bom negócio.

5 comentários:

Alexandre (Diário de Baco) disse...

Oi Paulo!

Sempre bom falar dos vinhos da Bacalhôa, realmente muito bem feitos.

Outro que recomendo fortemente é o Tinto da Ânfora, um autêntico alentejano por menos de R$ 50,00.

abs!
Alexandre

Paulo Sampaio disse...

Alexandre, bom saber. Coheço relativamente bem os que indiquei, além do "Só Syrah", também um belo vinho. Mas o Tinto da Ânfora ainda não conheço. Já ouvi e li boas coisas sobre ele. Por esse preço é uma bela indicação. Obrigado por contribuir com este tópico. A proposta é essa. Abraços!

Fernando Freire disse...

Vou contribuir também com um tinto português.

Ele se chama Vista TN (Touriga Nacional) da safra 2007. Está excelente e eu encontro ele por 30 reais. É um vinho redondo mas que deve ganhar com evolução, pois na terceira garrafa que bebi eu o decantei, e o vinho mudou completamente depois de algum tempo aerando.

Ah.. ele é da região de Beiras, se não me engano.

Abraço

Paulo Sampaio disse...

Fernando, tudo bem?

Me diga onde encontro esse vinho.

Abraço,

Paulo

Fernando Freire disse...

Em BH eu encontro ele no Supermercado Verdemar. Da próxima vez vou olhar no contra-rótulo para descobrir o distribuidor. A vinícola se chama Aliança.