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sexta-feira, 16 de março de 2012

A indústria do vinho nacional envergonha o Brasil

Como brasileiro e consumidor de vinhos nacionais, estou envergonhado pelo que os nossos grandes produtores estão tentando fazer com o mercado de vinhos no Brasil. Mais do que envergonhado, estou frustrado, pois a tentativa junto ao governo de inviabilizar a importação de vinhos e eliminar a concorrência é um sinal claro de que nossos produtoras já não acreditam mais na sua capacidade de elevar a qualidade dos vinhos que vendem. Parecem não se achar competentes o suficiente para competir, ainda que tenham todas as condições para trabalhar com preços melhores do que os importados.

O que eu vejo na nossa indústria vitivinícola é a incapacidade de fazer nossos vinhos serem algo além do mediano ou, se é nessa faixa de qualidade que se pode atuar, fazer com que os preços sejam competitivos nessa faixa de vinhos mais simples. Os produtores brasileiros jogaram a toalha e acreditam que só sobreviverão se eliminarem os vinhos de melhor qualidade do mercado ou se jogarem seus preços na Lua, tornando-os inviáveis. E é isso que pretendem medidas idiotas como obrigar os importados a terem rótulos em português e dobrarem o imposto de importação.

Vejo nessa história toda um misto de incompetência, ganância e covardia. Me revolta saber que nossos produtores, em vez de melhorarem e baratearem seus produtos, preferem fazer lobby para aumentar impostos em um país cuja carga tributária já é absurda, em um país em que o vinho é visto como bebida de gente rica de tão caro que é. E a prova de que o objetivo é somente eliminar a concorrência para se refestelarem na mediocridade é que eles não estão trabalhando para reduzir seus próprios impostos, mas sim lutando para nos proibir de consumir vinhos de alta qualidade.

Eu já fiz uma promessa: se os impostos para importação de vinhos subirem, eu NUNCA MAIS compro uma garrafa de vinho nacional. Nem espumantes!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sbav abre 2012 com curso de Champanhe e Espumantes

A Sbav-SP começa o ano com novidades. A Associação Brasileira dos Amigos do Vinho acaba de lançar o Curso de Champanhe e Espumantes, ministrado em uma única aula, no dia 27 de fevereiro, por um especialista no assunto, o amigo e confrade Aguinaldo Zackia, autor do livro Borbulhas - entre outros.

Além de degustar champanhe e outros bons espumantes de diferentes países, os participantes terão a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a bebida, incluindo a sua história, métodos de elaboração e classificação.

Trata-se de um evento altamente recomendado, cujos detalhes podem ser conferidos em www.sbavsp.com.br. Inscrições: 11 3814-7905 ou vinho@sbavsp.com.br.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sbav fecha parceria com Rosmarino

A Sbav acaba de fechar uma parceria com o excelente restaurante italiano Rosmarino, localizado no bairro de Pinheiros. O objetivo é a realização das degustações da associação no local, o que oferecerá aos associados e participantes em geral um espaço diferenciado, com boa comida ao final dos eventos.

A novidade faz parte do plano de reestruturação da Sbav e revisão do seu modelo, que inclui a desocupação de sua sede na Gabriel Monteiro da Silva. Outras parcerias estão sendo fechadas não apenas para as degustações, mas também para a realização dos cursos mensais da associação.

O primeiro evento no Rosmarino acontece já nesta quinta, com a importadora Wine Lovers, que apresentará vinhos italianos diferenciados, entre eles 2 safras do Brunello La Torre.

Mais informações: http://www.sbav-sp.com.br/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Acompanhe a Sbav-SP no Twitter

Em razão da grande procura pelos eventos da Sbav, alguns internautas me enviaram mensagens pedindo que começássemos a divulgar a programação da associação também pelo Twitter, de forma que os aficcionados pela web também tivessem a chance de participar.

Desta forma, a partir de agora todas as atividades da Sbav serão divulgadas, em primeira mão, no Twitter. Os internautas que seguirem o perfil da associação receberão as notícias de eventos juntamente com os sócios. Aliás, fica aqui a dica: além de receber os comunicados de eventos em primeira mão, os associados têm ótimos descontos nos eventos.

Para seguir a Sbav de São Paulo no Twitter, busque pelo perfil SBAVSP.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um brinde à nova Sbav que está nascendo!

Amanhã a Sbav realiza o jantar de final do ano que marca sua terceira década de história. A primeira confraria organizada do Brasil comemora 30 anos de muita contribuição para a cultura do vinho. De lá, saíram experts, sommeliers e apaixonados pelo vinho em geral. A Sbav foi o berço de muitas outras entidades, entre elas a ABS. Muita gente boa aprendeu sobre vinho na associação e, hoje, faz fama escrevendo, criticando e falando sobre a bebida de Bacco.

Este é um ano especial para a Sbav. Não pela comemoração das três décadas, mas, principalmente, porque 2010 será um divisor de águas para a associação. Neste ano a Sbav provou, tardiamente, as dores da adolescência. Viveu tempos nebulosos e de incerteza. Viu-se madura no espelho, mas um tanto inexperiente e, ao mesmo tempo, combalida, precisando rever conceitos e se reinventar.

Amanhã, os verdadeiros amigos do vinho - e da querida Sbav - estarão na sede da associação, na nobre sala da Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo, para brindar não somente o final de um ano especial, mas, principalmente, o início de uma nova Era. Novos tempos virão, convidados e liderados por quem vai reerguer a velha, porém novíssima, associação. A tradicional Sbav dará a volta por cima e ressurgirá no cenário nacional do vinho com força máxima em 2011.

Convido a todas a acompanhar o nascimento de uma Sbav vigorosa e atual, mas que respeita e valoriza sua tradição. Será uma Sbav única, rica, cheia de conhecimento e, mais do que tudo, conduzida por gente que ama o vinho e faz justiça ao nome da associação.

Parabéns, Sbav!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Essa envergonharia até o desinibido Berlusconi

Publico, a seguir, o alerta distribuído pelo amigo e confrade Aguinaldo Záckia a respeito de um absurdo vivido por ele na terra de Dante. O texto já está correndo na internet, mas não custa reforçar.

Assim, ninguém poderá dizer que não foi avisado caso seja obrigado a abandonar um Sassicaia ou algo parecido no hall de algum aeroporto italiano.

Aguinaldo, sou solidário a você, mas fico triste mesmo por ter perdido a chance de degustar o Schidione abandonado...


AVISO IMPORTANTE AOS AMANTES DO VINHO

TUTTO MENO ALITALIA!
 
Por AGUINALDO ZÁCKIA ALBERT

Como filiado que sou da FIJEV - Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains du Vin et Spiritueux, fui convidado a fazer um tour pelas regiões vinícolas da Toscana, juntamente com jornalistas de vários países.

Organizado pela REGIONE TOSCANA, tivemos oportunidade de visitar alguns dos melhores produtores de Montepulciano, Montalcino, Morelino di Scansano e Maremma, onde fomos recebidos de forma calorosa por seus vinhateiros e provamos grandes vinhos. Uma viagem a ser guardada com carinho na memória.

O roteiro terminou num domingo de manhã, em Suvereto, de onde partimos para Firenze. Cheguei por volta das 11:00 e, como meu voo era noturno, peguei um táxi e rumei para Firenze per fare una passegiatta e rever ao menos a cópia da estátua de David, de Michelangelo, na Piazza della Signoria, defronte ao Pallazzo Vechio (os funcionários dos museus estavam em greve).

Uma boa pasta acompanhada de um bicchieri di vino e estava almoçado. Enquanto tomava um café, pude ouvir uma excelente contralto russa que cantava na praça algumas das melhores passagens da ópera italiana.

Estava profundamente feliz e agradecido por poder estar vivo e estar ali, desfrutando de toda aquela beleza, depois de fazer um belo roteiro de vinhos. Sem dúvida um grande privilégio. Poderia haver alguém lá em cima - por que não? - e esse alguém podia até mesmo se interessar por mim. Muita gente acredita nisso.

Depois dessa tarde maravilhosa, peguei um táxi e rumei para o aeroporto de Firenze, onde pegaria um voo para Roma e, depois, para São Paulo. Começaram aí os meus problemas e a Divina Comédia quando tive que me confrontar com uma empresa aérea chamada Alitalia. Fazendo o caminho inverso do grande Dante, saí do Céu e fui lançado ao Inferno, sem passar pelo Purgatório.

Comedido como sou, levei comigo apenas três singelas garrafas de bons vinhos, um Schidione e um Brunello de Montalcino, que comprei, e mais um Brunello, que ganhei. Levava também comigo duas pequenas garrafas e uma latinha do delicioso azeite da região recém elaborado que ganhara de alguns produtores. Lembro que a lei brasileira permite que entremos no Brasil com até 12 litros!

Como sempre faço (e faço isso inúmeras vezes ao ano, em viagens à Europa, e mesmo à Itália) embalei os vasilhames bem protegidos em uma caixa de 6 garrafas de papelão de vinho, que tive o cuidado de embalar em plástico (mais 10,00 Euros pro beleléu). Como não se pode levar líquido como bagagem de mão, tentei embarcar a caixa juntamente com minha pequena valise. Tinha comigo apenas mais uma mala.

E não é que fui impedido de embarcar com os azeites e os vinhos! O pessoal da ALITALIA se mostrou absolutamente intransigente, mesmo depois de ter me identificado como jornalista de vinhos e ter inclusive mostrado minha carteira profissional e o convite da REGIONE TOSCANA. Falei com várias pessoas e discuti asperamente - em bom italiano, depois em inglês - diante do absurdo de tal situação, mas nada consegui, nem mesmo me propondo a comprar outra mala ou embarcar os vinhos na mala que já tinha! Foi-me dito que a Alitalia tem há 5 anos uma norma que proíbe o transporte de líquidos na carga de seus aviões para que, caso as garrafas se quebrem (o que seguramente não iria acontecer) não molhem a bagagem alheia.

O mais estranho é que a empresa não avisa seus passageiros de tal fato. Mais estranho ainda é que anteriormente já havia trazido vinho pela mesma companhia. O que afinal aconteceu? Será que a empresa foi comprada pelas ORGANIZAÇÕES TABAJARA para ter uma norma tão estúpida?!

Peguei a caixa de vinhos e a abandonei no centro do salão do aeroporto e embarquei apenas com minha valise. Algum cão bem treinado deve ter cheirado bem a caixa (um cão degustador, quem sabe?) e depois algum robô deve ter desarmado a perigosa bomba...

A empresa ALITALIA, bastante conhecida por seus maus serviços aéreos, pôde mostrar nesse episódio a sua pior face. Numa decisão absurda, impediu que fosse mostrado no exterior amostras dos dois mais conceituados produtos italianos no mundo, o azeite de oliva e o vinho, mesmo sabendo que se tratavam de amostras a serem provadas em degustações por profissionais reconhecidos. Como entender tanta estupidez e burrice na terra de Michelangelo e Da Vinci?

Dessa forma, caros confrades e amigos do vinho, caso queiram trazer alguma coisa líquida da Itália (vinho, azeite etc.), não utilizem a ALITALIA. Você está arriscado a perder seus vinhos, ter prejuízo e ainda ser brindado com uma poltrona central na última fileira do avião, como aconteceu comigo. Comboios de africanos pelo Mediterrâneo, caravanas de ciganos pela rota do leste europeu ou barcos lotados de albaneses no Mar Adriático. Tudo isso, meus caros, É MELHOR E MAIS AGRADÁVEL DO QUE VIAJAR PELA ALITALIA.

TUTTO MENO ALITALIA!!!

DIVULGUE ESTA CARTA A SEUS AMIGOS ENÓFILOS.

AGUINALDO ZÁCKIA ALBERT

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Receita isentará até 16 garrafas de vinho!

Li e reli a notícia várias vezes para ter certeza de que não estava imaginando coisas ou entendendo errado. Pelo que parece, é a pura verdade. Por via das dúvidas, coloco o link aqui para que possam ler e me corrigir se for o caso.

Nos próximos dias, a Receita Federal ampliará a lista de produtos isentos de declaração na alfândega no retorno de viagens internacionais, incluindo 12 litros de bebidas alcoólicas, o que, nas minhas enocontas, equivalem a 16 garrafas de vinho!

Também serão isentos charutos e outros itens de suma importância para a minha felicidade. Todos eles passarão a ser considerados itens para consumo pessoal, portanto, isentos de tributação na entrada do país - claro que haverá limites, mas as 16 garrafas de vinho por pessoa (nessas horas é ótimo ser casado!) farão a minha alegria por longos meses.

Essa é, para mim, a melhor notícia do ano! Imagina porder vir com a Sansonite cheia e sem a preocupação de ser pego e ter de pagar uma fortuna em impostos e multa! Já estou conferindo as milhas disponíveis no meu cartão de crédito!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Da Califórnia para o Brasil

Ontem, 6 de maio, participei de uma degustação bastante interessante, promovida por uma empresa norte-americana chamada Ponte di Vino, que distribui vinhos da Califórnia para diversos países. No Brasil, eles ainda não trazem nada, mas estão começando a estudar o mercado. O evento de ontem, realizado no excelente Cantaloup, teve como objetivo apresentar alguns dos seus produtores, todos eles pequenos, empresas de família, para sondar a receptividade ao vinho californiano pelo público brasileiro.

Gostei bastante do que bebi, todos varietais. Destaco os pinot, de cor bastante clara, um deles quase rosê, e os chardonnay, obviamente. Mas provei também bons sauvignon blanc, merlot e cabernet, que estavam bem redondos e sem exagero de madeira. Me surpreendi positivamente, já que não tinha o hábito de beber californianos - até porque não há grande importação desses vinhos, ainda, como temos de sulamericanos e europeus.

Entre os bons produtores que testamos destaco os vinhos da Landmark, que, apesar de não serem "untuosos", eram equilibradíssimos, gostosos e excelentes para qualquer ocasião - das menos às mais formais, com ou sem refeição. Muito interessantes mesmo. Chalk Hill e a Honig se destacaram por vinhos mais exuberantes e potentes - estes devem chegar numa faixa mais alta de preço se a Ponte di Vino decidir trazê-los.

Vale mencionar também o bom espumante Schramsberg, um blanc à base de pinot, que, segundo o David, representante da importadora no Brasil, é o "sparkling wine" oficial dos eventos na Casa Branca. E nem por isso é um espumante caro nos EUA. Vamos ver a quanto chega aqui.

Para quem quiser acompanhar esse movimento, sugiro acessar o site: http://www.pontedivino.com/