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domingo, 15 de julho de 2012

Comida cantineira com preço de alta gastronomia

Há mais de uma década, quando eu ainda era solteiro, meu passeio preferido era ir a cantinas italianas com música ao vivo, vinho da casa, pão e azeite à vontade e porções "familiares". Gostava desse tipo de programa porque reunia algumas das minhas paixões: música italiana, massa e vinho. Fora o clima de descontração e os preços viáveis para quem queria repetir a dose toda semana.

Nessa época eu batia ponto em cantinas como Famiglia Mancini, Lellis, Vico d'Scugnizzo, La Bella Cucina (fechado), Cantina 1020, Belvedere Gran Roma e Roperto. Em algumas delas tinha lugar cativo, era amigo dos músicos, tinha até foto na parede. Eu era mais "flexível" e não me importava tanto com massas "carregadas" e vinhos simplórios. O ambiente e o conjunto da coisa me agradavam bastante. E, no final da noite, vinha aquela conta que eu conseguia pagar com minha bolsa de estagiário.

Mas infelizmente foi-se o tempo em que ir a uma cantina italiana era alternativa para comer fartamente pagando pouco. Ontem decidi reviver os saudosos tempos, desta vez com a família. Bem, para falar a verdade fiz algumas "adaptações", entre elas levar meu próprio vinho, pois aqueles que bebia anos atrás talvez não me agradassem tanto. Escolhi um velho conhecido, o Lellis da Bela Cintra, um dos que ia semanalmente nos idos de 1990/2000.

A minha primeira surpresa foi dar de cara com uma bela adega climatizada, repleta de rótulos - não apenas argentinos e chilenos baratos, como no passado -, alguns deles com preços bastante atrativos. Mas abri o que levei mesmo, pois a ideia era não gastar muito. As surpresas desagradáveis vieram com os pratos e terminaram na conta. Dispensei o couvert e me servi na mesa de frios, que estavam bem abaixo do que eu chamo de bom e me custaram quase R$ 40. Pedi um único prato para a família, mas a porção encolheu em relação ao que era no passado e mal deu para o casal - já o preço disparou assustadoramente: uma porção de 4 rondeles a R$ 98 é algo inimaginável em uma cantina anos atrás.

O resumo da ópera é que comemos bem "mais ou menos", bebi meu próprio vinho (R$ 30 de taxa de rolha) e paguei R$ 200 na conta! Considerando que basicamente comi uma porção de frios e um prato de massa, me parece bastante exagerado e bem distante do que era uma cantina italiana nos tempos em que a simplicidade e os bons preços eram os grandes diferencias.

No caso do Lellis, sofisticaram na adega e na redução da porção, mas não investiram na qualidade do atendimento e na comida, que só decaíram. Piorou e ficou mais caro. É um lugar no qual dificilmente voltarei. Seguiu a linha da Famiglia Mancini, que também tem cobrado preços de alta gastronomia para servir massas molengas e nadando no molho - com a diferença de que, lá, as porções continuam generosas. Mas é outro lugar que não me atrai mais, fora as boas lembranças do passado.

Sei que ainda há cantinas mais "razoáveis" nos preços, que mantêm a simplicidade e a qualidade da cozinha caseira com a temática italiana. Mas é notório que comer fora em São Paulo está cada vez mais difícil. Pagar preço de alta gastronomia em uma cantina não dá. É o fim da linha. Se é para gastar R$ 200, vou a um bom restaurante, onde se come bem e o garçom não finge que não te vê enquanto você implora para ser atendido.

domingo, 22 de abril de 2012

Proteste contra as salvaguardas na Expovinis 2012


Farei como sugerido pelo amigo João Filipe Clemente. Irei de preto à Expovinis e ignorarei os estandes e eventos de vinhos nacionais.

Vamos dar um grande NÃO aos mentores desse crime contra o vinho e contra o consumidor brasileiro!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Contraproposta aos produtores nacionais

Estou disposto a levantar a bandeira branca na guerra contra as salvaguardas. Para que os produtores nacionais não acusem de intransigentes aqueles que defendem o boicote ao vinho brasileiro, acho justo fazer uma contraproposta e abrir um caminho de conciliação. A ideia é a seguinte: se a Ibravin e as demais entidades que representam as vinícolas nacionais retirarem o pedido de salvaguardas, me comprometo a puxar o movimento para redução de impostos para o vinho nacional.

Tenho certeza de que a adesão de blogueiros, jornalistas, lojistas, restaurantes e associações como Sbav e ABS, além dos consumidores, será imediata. A proposta seria aproveitar a mobilização contra as salvaguardas para pressionar o governo a reduzir a altíssima carga tributária imposta aos produtores brasileiros. Se a proposta for aceita, começo no dia seguinte a campanha, com força total, e sei que não estarei sozinho. Aliás, sei inclusive que as associações que representam os supermercadistas entrariam numa campanha para zerar os estoques das vinícolas gaúchas. Todos estariam em prol do vinho nacional! Me parece uma saída coerente e justa para todas as partes, concordam?

A contraproposta está lançada! 

domingo, 8 de abril de 2012

Vem aí a Coca-cola de uva fermentada!

Tive uma visão do futuro nesta noite! Sonhei que estava no ano de 2032 e visitava uma renomada vinícola brasileira na Serra Gaúcha. O lugar era enorme, com meia-dúzia de funcionários e muitas, mas muitas máquinas. Lembrava até uma daquelas montadoras de automóveis do ABC, com tudo automatizado e controlado. Tudo era assustadoramente igual, padronizado, sem cor e sem cheiro. Dos tanques de aço às garrafas e tampas, que eram idênticas às de Coca-cola!

Ali se fazia um único vinho, a partir de uvas fabricadas em laboratório, todas idênticas, fermentadas da mesma forma, resultando em milhões de garrafas iguais, de uma mesma bebida, que todos ali chamavam de vinho nacional! Não havia rótulos, mas sim uma impressão nas garrafas, cheia de avisos sobre as substâncias contidas no frasco. Até a quantidade de calorias era indicada!

Acordei suado, assustado e reflexivo. Afinal, por que raios tive essa visão tenebrosa do nosso futuro vitivinícola? Seria um sinal do que está por vir? Pensando sobre o assunto agora de manhã, concluí que pedir salvaguardas para os vinhos nacionais é, de fato, sinal inequívoco de que os produtores gaúchos entendem e tratam a bebida como Coca-cola, como um produto passível de produção em série, padronizado. E se eles pensam assim, meu medo das salvaguardas fica ainda maior, pois é um indício do que seremos forçados a beber caso os importados deixem de chegar ao Brasil. Parece que os produtores nacionais desistiram de apostar na qualidade e na identidade do seu vinho - que o tornaria único e incomparável - para produzir uma bebida padronizada, como de fato já são alguns dos piores vinhos produzidos em solo brasileiro.

O absurdo do pedido de salvaguardas reside no fato de tentar tornar similares produtos completamente distintos. É como dizer que dá na mesma ouvir Michael Jackson e Gilberto Gil porque ambos são música. Ou que não há diferença entre comprar um Picasso ou um Romero Britto porque ambos "enfeitam a parede". Visão tupiniquim de gente sem cultura e sensibilidade. Ou de gente mal intencionada, que se aproveita da má fé dos nossos políticos para ganhar dinheiro fácil.

Eu compreendo e aceito pedir salvaguardas para indústrias que produzem itens replicáveis em qualquer lugar, como tecidos, brinquedos e até carros. Indo para um exemplo extremo, tenho certeza de que a Ferrari poderia abrir uma fábrica no Brasil e produzir um automóvel tão bom quanto o italiano. Mas duvido que a Domaine de la Romaneé-Conti seria capaz de elaborar um Borgonha na Serra Gaúcha!

Vinho é uma bebida única, que expressa terroir, o trabalho do enólogo e a filosofia do produtor. Eu bebo um Bordeaux porque ele é a expressão daquele lugar único. E é por isso que eu chamo um Bordeaux de Bordeaux, ora bolas! É ÓBVIO! Portanto, não se pode produzir o mesmo vinho em diferentes países, não cabendo salvaguardas, consequentemente. Cada garrafa conta uma história, expressa o resultado de um trabalho e a identidade de uma região. Tal como a música ou outras modalidades artísticas, é expressão cultural e da diversidade. Quanto mais acesso temos a essa diversidade, mais ricos somos como país e como pessoas.

Mas nosso governo e nossos produtores parecem entender de outra forma. Talvez porque tratem o vinho como commodity, como uma bebida industrial, replicável, padronizada e sem identidade. Tenho medo do que o futuro nos guarda em sua adega...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O que o Brasil tem de bom não precisa de salvaguardas

Nos últimos dias eu e 99% dos enófilos temos batido muito na questão das malditas salvaguardas, seus motivadores e efeitos mais práticos. Mas o que está por trás disso, além da ganância e do oportunismo, é a fraqueza da nossa indústria vitivinícola. Como eu disse há algumas semanas neste blog, a auto-confiança dos nossos produtores se mostrou rala como vinho de garrafão. Se precipitaram ao jogar a toalha, pois nos últimos tempos a qualidade do produto nacional vinha melhorando de forma consistente. Mas a vontade de garantir lucros fartos foi maior do que a ambição de ganhar o consumidor pela qualidade. Como os especialistas são eles, acredito que chegamos mesmo ao limite, não conseguiremos ser mais do que isso. Esta é a principal mensagem que tiro de toda esta palhaçada.

Já repararam que tudo o que o Brasil faz de bom não precisa de salvaguaras? Já ouviram falar de salvaguardas para o futebol? E para a música? Alguém já imaginou salvaguardas para carnaval ou telenovela? E salvaguardas para o turismo? Nas passarelas da moda e nas artes também não se ouve falar... Enfim, não é preciso ser muito esperto para constatar que o pedido de salvaguardas para o vinho é prova de que, se estamos bem em outras áreas, nesta capengamos. Uma pena...

Boicote, resposta democrática a medidas autoritárias

Ao contrário do que estão dizendo por aí a Ibravin e outras associações retrógradas que supostamente defendem os interesses dos produtores gaúchos, o boicote ao vinho nacional é uma manifestação democrática contra a tentativa de nos imporem o que devemos beber.

Eu boicoto e apoio lojas e restaurantes que boicotam o vinho nacional até que desistam dessa ideia inaceitável e prejudicial ao mercado do vinho e aos consumidores brasileiros.

E digo mais: sei de fontes seguras que, se as medidas protecionistas passarem, os grandes grupos de supermercados, que são os principais distribuidores dos vinhos brasileiros, também entrarão no boicote.

A hora é de pressionar e, se tudo der errado, dizer um não definitivo ao vinho nacional!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Será, Salton?

A vinícola Salton, uma das gigantes brasileiras, acaba de soltar nota para a imprensa dizendo agora que é contra as medidas de salvaguarda. Agora que já praticamente emplacaram o plano maquiavélico dos grandes produtores para dificultar e encarecer a importação de vinhos? Agora que o apoio da Salton não é mais necessário, a vinícola se diz contra? E o que eles farão para reverter a situação? Usarão o poder que têm junto às entidades que os representam para impedir que as salvaguardas sejam implementadas? Ou apenas querem sair menos chamuscados dessa situação terrível que ajudaram a fomentar? Se a Salton se limitar à nota, de forma oportunista e covarde, será a primeira vinícola brasileira a sumir da minha adega. Espero que não me decepcionem e revertam a caca que criaram...

Esta é a nota:

Nota à imprensa

A Vinícola Salton esclarece que são as entidades representativas do setor, Ibravin, Uvibra, Fecovinho e Sindivinho que estão à frente do movimento para salvaguardas dos vinhos nacionais. A Salton, compreendendo que estas medidas podem restringir o livre arbítrio de seus consumidores, encaminhou ao Ibravin um documento informando que não apoiará a causa. Reforçamos ainda que a Salton, uma empresa centenária e brasileira, se preocupa muito com seus clientes e consumidores e que busca constantemente o melhoramento de seus processos e produtos, por meio de investimentos em novas tecnologias e programas de qualidade, para concorrer, de forma justa, com produtos nacionais e importados.

Assessoria de Imprensa  

sexta-feira, 16 de março de 2012

A indústria do vinho nacional envergonha o Brasil

Como brasileiro e consumidor de vinhos nacionais, estou envergonhado pelo que os nossos grandes produtores estão tentando fazer com o mercado de vinhos no Brasil. Mais do que envergonhado, estou frustrado, pois a tentativa junto ao governo de inviabilizar a importação de vinhos e eliminar a concorrência é um sinal claro de que nossos produtoras já não acreditam mais na sua capacidade de elevar a qualidade dos vinhos que vendem. Parecem não se achar competentes o suficiente para competir, ainda que tenham todas as condições para trabalhar com preços melhores do que os importados.

O que eu vejo na nossa indústria vitivinícola é a incapacidade de fazer nossos vinhos serem algo além do mediano ou, se é nessa faixa de qualidade que se pode atuar, fazer com que os preços sejam competitivos nessa faixa de vinhos mais simples. Os produtores brasileiros jogaram a toalha e acreditam que só sobreviverão se eliminarem os vinhos de melhor qualidade do mercado ou se jogarem seus preços na Lua, tornando-os inviáveis. E é isso que pretendem medidas idiotas como obrigar os importados a terem rótulos em português e dobrarem o imposto de importação.

Vejo nessa história toda um misto de incompetência, ganância e covardia. Me revolta saber que nossos produtores, em vez de melhorarem e baratearem seus produtos, preferem fazer lobby para aumentar impostos em um país cuja carga tributária já é absurda, em um país em que o vinho é visto como bebida de gente rica de tão caro que é. E a prova de que o objetivo é somente eliminar a concorrência para se refestelarem na mediocridade é que eles não estão trabalhando para reduzir seus próprios impostos, mas sim lutando para nos proibir de consumir vinhos de alta qualidade.

Eu já fiz uma promessa: se os impostos para importação de vinhos subirem, eu NUNCA MAIS compro uma garrafa de vinho nacional. Nem espumantes!

domingo, 4 de março de 2012

O "primeiro espumante do mudo" é o último que eu beberia!

Há tempos leio sobre esse espumante de Limoux, na França, e hoje resolvi provar. Reza a lenda (uma delas) que este é o primeiro espumante do planeta. Mas eu não beberia novamente nem se fosse  o último! Custa metade do preço de um champanhe básico em promoção e o dobro de um espumante nacional de boa qualidade. Qualquer um deles é bem mais negócio. Aliás, há um mar de prosecco, cava e outros espumantes mais baratos que são muito melhores.

Não caia no marketing desse espumante. Apesar de francês e da propaganda do produtor e do importador, não vale metade do que custa.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Bota-fora no lixo

Uma decepção. É assim que defino as "superofertas" que recebi das primeiras importadoras a anunciar os seus "bota-fora" de começo de ano. Vi diversos blogs e sites festejando a chegada dessas promoções, mas o fato é que, via de regra, o que estão queimando é vinho encalhado. Os que são um pouco melhores têm apenas pequenos descontos.

Até agora não vi nada próximo do que foram os bota-fora de 5 ou 10 anos atrás, quando de fato podíamos comprar ótimos vinhos pela metade do preço. Me divertia e chegava a me emocionar com vinhos evoluídos e prontos para o abate, que eram vendidos a preço de banana para liberar espaço nos estoques ou apenas por que tinham pequenos defeitos no rótulo ou na rolha. Quantos belíssimos vinhos eu já comprei por 1/3 do preço apenas por que a rolha estava infiltrada ou o rótulo sujo pelo vinho vazado de outra garrafa!

De alguns anos para cá, a  verdade é que esse tipo de achado, que antes garimpávamos nas importadoras, deve estar sendo repassado "en primeur" para amigos e clientes vips. Para os simples mortais, sobra o bota-fora no lixo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Americanbox e o conto do vidraceiro

Mais uma vez sou obrigado a utilizar este nobre espaço, usualmente dedicado ao prazer, para denunciar empresas que não são sérias e que, a despeito de deitarem e rolarem sobre o Código de Defesa do Consumidor e da Lei, continuam atuando e enganando desavisados como eu. A partir de agora vocês não poderão dizer que não foram alertados sobre a forma de atuar da Americanbox, que vende o serviço, pega o dinheiro e some. Parece incrível, não? Eu também duvidaria se me contassem. Mas é a mais pura verdade, que me custou R$ 4.500. Estes são aos fatos...

No dia 27 de outubro, contratei a Americanbox para executar o serviço de fechamento de 3 sacadas e 2 boxes de banheiro. Os prazos combinados foram 11/11 (boxes) e 27/11 (sacadas). Na assinatura da proposta, entreguei 2 cheques no valor de R$ 4.500 cada, com vencimentos em novembro e dezembro. Para a minha surpresa, em ligação realizada na primeira semana de dezembro para saber a razão do atraso na entrega dos itens contratados, descobri que o projeto simplesmente não foi feito por "problemas técnicos" (será?). A Americanbox não me contatou para comunicar tal fato e esperou eu entrar em contato, mais de 30 dias depois, para me dizer que "cometeram um erro" no projeto e que ele havia sido cancelado!

Como um dos cheques já havia sido descontado – mesmo depois de a Americanbox saber da inviabilidade do projeto –, venho enfrentando muitas dificuldades e descaso para recuperar meu dinheiro. Eles simplesmente não me atendem, não respondem e-mail e, quando eu consigo falar, dizem que o “cancelamento” já foi encaminhado e que será aprovado por toda a gerência antes da devolução do dinheiro. A previsão é que o processo leve 20 dias. Pedi para formalizarem esse prazo por e-mail, mas eles simplesmente não fazem e dizem que não podem prometer nada. Como se estivessem me fazendo um favor de devolver o dinheiro que tomaram de mim!

Considerando que não se trata de desistência de compra, mas sim da não-entrega deliberada do que foi comprado e pago, mando e-mails diariamente para a Americanbox há duas semanas, exigindo a devolução imediata do meu dinheiro. Nenhum dos contatos que faço é retornado. Nessa série de e-mails, disse inclusive que tomaria as providências cabíveis, entre elas acionar o Procon e fazer um Boletim de Ocorrência por estelionato, que é exatamente do que se trata. Mas nada comove ou amedronta a Americanbox, que parece certa da impunidade!


Continuo aguardando a devolução do meu suado dinheiro, mas já estou buscando a solução em outras esferas. As amigáveis estão praticamente esgotadas. Basta ver a ficha corrida desta empresa no site Reclame Aqui para desanimar e ter a certeza de que a dor de cabeça vai longe. Viver no Brasil definitivamente é um desafio de paciência...